30 de julho de 2014

Plaquinha russa :: minha tradução passou perto

Eu postei há alguns dias um texto com fotos sobre o primeiro presente que a minha casa ganhou, que foi uma plaquinha russa. 

Como não sabia a tradução, pedi que alguém a fizesse pra mim, mas sem muita pretensão de receber a resposta... rsrsrs... Mas eis que ela chegou!

E então na placa está escrito "Tarde da noite, três donzelas vieram à janela".

Passei perto, não? Na minha versão, chutei que a frase em português seria "três reis esperam o anoitecer na janela". 

Bom, como a tradução continua sem sentido para ser pendurada na porta de entrada do apê, a plaquinha vai ficar onde está mesmo: criado mudo, como aparador de coisas pequeninas, mas agora com o mistério desvendado.

Sobre coragem, lealdade e sabedoria

"Sobre o que é a história? pergunta Hassam.
Sobre um copo mágico, responde Amir.
Fale mais dela...
É sobre um copo mágico que transforma lágrimas em pérolas. Então o seu dono chora dentro, e tem pérolas o tempo todo. No final da história, ele está sentado sobre um monte de pérolas, com a esposa morta nos braças e uma faca ensanguentada na mão.
Então ele matou a esposa?
Sim, pra chorar bastante e ficar rico.
Mas ele não podia ter apenas cortado uma cebola?"

Eu já li "O Caçador de Pipas" duas vezes, e já vi tanto o filme que perdi as contas. E cada vez que vejo novamente, a percepção muda, como acontece com a leitura de O Pequeno Príncipe. O entendimento sobre as histórias vão mudando de acordo com a maturidade que atingimos em cada época da vida.

A primeira vez que li "O Caçador de Pipas, chorei rios. Quando vejo o filme, também choro rios. O fato é que sempre é basicamente por causa do mesmo motivo: a coragem e lealdade de um menino que emociona e impressiona. 

Hoje de madrugada, revendo o filme, mais uma característica de Hassam ficou evidente: a sabedoria. Nunca tinha dado bola para a passagem que citei na abertura deste post. Esse pequeno diálogo sempre me passou batido, e agora, ele não me sai da cabeça.

O filme é antigo e esse post não é nenhuma novidade, mas a percepção que tive sobre a história é nova, então quis registrar. Tão nova pra mim que agora, só de escrever, já estou aos prantos novamente...

Lindo filme, pra sempre!

Uma família de médicos


Não é só a minha prima Ju que é médica na família. Ontem comecei a me sentir mal durante a tarde, e a noite, o corpo já estava tão ruim que doíam até as minhas mitocôndrias... hehehe...

Doía a unha, o cabelo, cada pedacinho da minha pele, os ossos. Então fui pra casa da minha mãe e me encarapitei no sofá, com uma dúzia de cobertores. Ela não deu muita bola, mas quando percebeu que eu não estava de mãnha, veio logo ditar o diagnóstico: é Dengue!

Meu filho, experiente que é no auge dos seus 16 anos, arriscou uma tendinite (!!!).

E meu pai apostou na medicina mais tradicional dos dias de hoje e afirmou que era virose.

Se ao longo dos meus 40 anos eu tivesse tido metade das doenças que eles já diagnosticaram pra mim, nem estaria mais escrevendo neste blog!!! rsrsrs...

Não fui ao médico, mas pela evolução da coisa, é só uma gripe. E olha só eu me auto-diagnosticando!! Pra que Doutor, não é mesmo???

28 de julho de 2014

Os móveis planejados da minha cozinha #sóquenão

Sempre achei as cortininhas de pia o "ó" de feias. Mas como a língua da gente é uma coisa com a qual devemos tomar cuidado, eu acabei pagando por isso... rsrsrsrsrs...

Minha cozinha não está pronta, porque os móveis terão que esperar um respiro financeiro. Então fui acomodando panelas no forno, plásticos na gaveta da geladeira, talheres e copos na pia... Mas, e o resto? Bom, o resto foi pra umas prateleiras improvisadas em baixo da pia que, apesar de manter a louça limpa e organizada, ficou feia pra chuchu.

Então eu me rendi e instalei a bendita cortininha para esconder toda aquela bagunça de louças no armário planejado (#sqñ) que eu e minha irmã improvisamos.

Não tá lindo, mas deu pra acomodar parte da minha louça (muita coisa ficou na minha mãe, aguardando a chegada dos armários, sabe Deus quando... ). E, provisoriamente, ficou assim...

(clique nas imagens para ampliar)





E atrás dessa cortina, nem queiram imaginar... rsrsrs... improviso total! Espiem!

Três risotos em duas horas !



Fiz um curso muito rápido sobre risotos, mas que valeu tanto a pena, que vou sempre procurar as aulas da professora Maria Marlene, quando ela estiver em Osasco. Trata-se de uma aula oferecida por um shopping aqui da cidade, gratuita. A programação muda mensalmente e é enviada aqui pro jornal onde trabalho, então dá pra saber quando a professora estará lá novamente.


O fato é que ela conseguiu, em apenas duas horas, nos ensinar a fazer três risotos da maneira mais didática possível. Na aula, ela deu conta do ponto dos três e ainda respondeu a todas as perguntas, inclusive sobre coisas que seriam tema de outras aulas. Nos ensinou a esterilizar vidro no forno, a fazer conservas e ainda deu dicas de substituição dos ingredientes daquilo que ela estava ensinando.

Quanto aos risotos... bom... perfeitos! Muito fáceis de fazer e muito bem explicadinhos.

Vou deixar as receitas aqui, e tentar explicar as dicas que foram dadas durante a aula.

Risoto Caprese


Como o nome sugere, ele precisa ter todos os ingredientes da salada Caprese (tomate, queijo e manjericão). Para o risoto, foram usadas 300gr de tomate maduro picado, 200gr de queijo branco em cubos pequenos (ou mussarela de búfala) e 50gr de manjericão fresco. Também foi usada 1 xícara de chá de arroz arbóreo, 2 colheres de sopa de azeite, alho e cebola a gosto, 1 litro de caldo de legumes (que na aula a professora utilizou aqueles em cubinhos, 2 unidades dissolvidas na água fervente) e mais azeite, a gosto, para finalizar.

Ela usou tomate italiano, mas poderia ter sigo o cereja ou o grape. Quanto ao queijo, precisa ser um que não derreta.

Ela refogou o arroz no azeite, alho e cebola por 5 minutos. Aí acrescentou, aos poucos, o caldo fervente e ficou mexendo de vez em quando. Esse processo dura em média 30 minutos, até que o arroz esteja al dente. Juntou os tomates, o queijo, desligou e finalizou com manjericão e azeite. 


Risoto Parisiense


Esse tem textura totalmente diferente, porque é cozido no leite (1 litro). Além do leite, ela usou 1 xícara de arroz arbóreo (pode ser o carnarolli também), 50gr de margarina, 1 xícara de chá de vinho branco seco, 2 cubos de caldo de frango ou legumes, 300gr de ervilhas frescas e 500gr de presunto picado em cubos (na foto da pra ver o presunto, como está grandinho... eu teria picado um tiquinho menor)

Então ela refogou o arroz na margarina até fritar bem, juntou o vinho e deixou secar. Acrescentou a ervilha e, aos poucos, o leite (que estava bem quente) e o caldo, sempre mexendo e deixando cozinhar. Por último, ela juntou o presunto e como dica, disse que pode finalizar com requeijão.


Risoto acastanhado com cogumelos


Apesar do nome, ele não leva castanhas. É acastanhado por causa da cor. Mas isso não impede que coloquemos lascas de castanhas ou nozes, desde que elas sejam previamente tostadas na frigideira. Na foto, o risoto ficou com muito caldo. Isso porque faltavam 5 minutos para a ula acabar e suspeito que ela tirou um tiquinho antes, mas na degustação, não senti o arroz duro. Ele já estava no ponto, só acho que deveria ter secado um tiquinho mais.

Para os ingredientes, precisamos ter: 100gr de margarina ou manteiga, 2 xícaras de chá de cebola picada (vai cebola pra caramba!), 1 xícara de chá de arroz arbóreo, 1 litro de água, 3 folhas de louro, 6 cravos da índia (que podem ser substituídos por aniz estrelado ou um pedacinho de canela em pau), 1 pedaço de gengibre, 1 xícara de chá de vinho branco, 1 colher de sal, 300gr de cogumelos picados (ela usou o paris, mas poderia ter feito um mix com shitake e shimeji).

O modo de fazer é simples, mas tem uns macetezinhos. O lance do acastanhado vem do tempo de refogamento da cebola. Ela ficou beeeem dourada mesmo e foi fritinha na manteiga derretida. Então é assim: derreta a manteiga ou margarina e frite a cebola até dourar bem. Junte o arroz e deixe tostar (fogo baixo, por uns 3 ou 4 minutinhos) mexendo sempre. 

Enquanto isso, a água já está sendo fervida com o louro, o cravo, o gengibre, o sal e o vinho. Ela fez o prato com cogumelos paris congelados, então depois de esse caldo ferver bastante, e perfumar a cozinha toda, ela desligou o fogo, coou, juntou os cogumelos e esperou descongelar (nesse caldo quente). Como o cogumelo congelado tirou um pouco da temperatura do caldo, ela ligou o fogo e esperou levantar fervura novamente, antes de juntar ao arroz. 

Com o arroz bem fritinho, ela foi colocando o caldo aos poucos, mexendo sempre, até que ele estivesse cozido e cremoso. Como o risoto tem que ficar marronzinho, pode substituir o vinho branco por tinto, desde que seja seco.

Perguntei em que hora colocaria o shitake o e shimeji, se eu fizesse o risoto com um mix, já que eles tem textura diferentes do paris. Ela explicou que ao fim, depois de colocar a última concha de caldo, quando sentir que o arroz está quase pronto. 

Isso é que é carinho :: parte 2

Em 2011 ganhei de uma amiga, no meu aniversário, uma orquídea linda, cheia de flores em cachos. Como disse em outro post, não sei cuidar de plantas e acho que é por isso que sempre que ganho uma, elas chegam lindas, mas depois nunca mais florescem. As raízes ficam firmes, com folhas verdinhas, mas flor mesmo, nunca mais vejo.

Mas com essa orquídea, em especial, foi diferente. Exatamente um ano depois que eu a ganhei, ela me brindou com flores lindíssimas novamente, o que me surpreendeu muito porque não esperava mesmo. As flores caíram de novo, como é de se esperar, e então minha mãe, que não entende nada de orquídeas, a replantou no canteiro da casa dela. Bom, aí sim é que a esperança foi embora, porque pelo que sei, orquídeas gostam de raízes aeradas, e não sufocadas pela terra, e plantadas sem critério algum. 

O fato é que ela não morreu, mas também não floresceu mais. Ano passado, mais ou menos nessa época, que é quando ela desabrocha, não aconteceu nadinha com ela. Ainda assim, sem muita pretensão, ela continuou no canteiro, porque suas folhas estão sempre verdinhas. 

Mas aí, eis que a natureza se supera, e mesmo com a mudança de ambiente, a mudança de vaso, do sufocamento da raiz e da total falta de esperança em vê-la florida novamente, olha só o que aconteceu...

Obrigada Verinha, por este presente dado com tanto carinho!

 

23 de julho de 2014

1, 2, 3 e... pronto !!!!

Bom, prooooonta, prooooonta não está ainda, mas é assim que vai ficar por algum tempo até que eu retome o fôlego financeiro e possa colocar as cortinas, comprar a cristaleira, mandar fazer a cozinha...

Então, como a primeira fase da mudança terminou, vou mostrar como ficou, já que tenho compartilhado essa experiência do meu apartamento desde o comecinho, quando ele ainda era um contrato num pedaço de papel.

Obrigada a todos que torceram por mim, que me deram força quando eu achei que não ia conseguir e que tiveram paciência de me ouvir falar incessantemente da minha casinha nova, nos momentos de mais empolgação!   

Quem vem tomar um café? As portas estão sempre abertas aos queridos...

Meu quarto:
(clique na imagem para ampliar)






O quarto do filhote:

 


 
    

A sala:




    



Banheiro e sacada estão em outro post, e a cozinha... bom, a cozinha é um caso à parte, e nas próximas postagens, daqui a alguns dias, dá pra entender o porquê!

Beijocas!

O primeiro presente da minha casa


Há algum tempo eu ganhei essa plaquinha em metal, que me foi dada porque ela tem algo escrito em russo. Este foi o primeiro presente que a minha casa ganhou. É um objeto que já foi usado por alguém, e que se não me falha a memória, foi comprado em um antiquário (ou em loja equivalente). 

À princípio, não sei bem porque, achei que se tratava de uma placa de "boas vindas", ou algo parecido, e por isso tinha em mente colocá-la na porta de entrada do apartamento. 

Pelo pouco que consegui traduzir, a mensagem parece ser sobre três reis que esperam o anoitecer na janela, e então achei que não fazia mais muito sentido pendurá-la à porta. Sendo assim, ela virou esse aparadorzinho das minhas muidezas, ao lado da minha cama.

Quem se habilita a traduzi-la pra mim? rsrsrs... Da minha família não restou parente algum ainda vivo que possa fazê-lo (exceto por primos do meu pai, que moram longe e não me estão acessíveis agora). Talvez eu esteja enganada sobre os reis, vai saber... Afinal, russo não é uma língua que a gente fala todos os dias, muito menos vê escrito, então eu posso ter errado na tradução. 

De qualquer forma, na porta ou ao lado da minha cama, a plaquinha ficará por lá, esperando ser desvendada...  

:)


16 de julho de 2014

O projeto dos espelhos


Há algum tempo venho comprando pequenas moldurinhas para espelhos, sem saber ao certo o que faria com elas. Como a penteadeira que ganhei da minha tia, e que era da minha avó, veio sem o espelho, e portanto transformou-se em um aparador, resolvi compor essas molduras na mesma parede em que o móvel está. Não tem a função que o espelho grande teria, mas o efeito decorativo fica bem mais interessante.

Eu, pelo menos, adorei...




E o papis, sempre muito solícito, lá estava, pronto a ajudar...

15 de julho de 2014

Não basta ser tia...

Hoje na hora do almoço minha sobrinha resolveu brincar de todas as brincadeiras que ela conhece. Em pouco mais de uma hora, ela me fez desenhar, cuidar da boneca, fazer comidinha e molhar a horta. Não contente e ainda com muita energia, ela me fez um penteado e uma pintura na mão, com a qual eu tive que retornar para o trabalho já que ela me impediu de lavar...

Não basta ser tia, tem que participar...



14 de julho de 2014

Espaços ganhando cara de cômodos

"Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Porque a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som"

Mudar de casa com a cara e a coragem, como estou fazendo, até tem suas vantagens. Por um tempo, a casa fica bem grande, porque está bem vazia... rsrsrs... Mas aí, uma coisa ou outra começa a chegar e vai tomando o seu espaço. Sexta foi o espaço do sofá, hoje foi o da cama, e amanhã certamente outros cantos serão preenchidos. E eu, que esperei tanto por esta conquista, não me canso de namorar minha morada, que finalmente está ganhando cara de casinha!

Quando estiver pronta, eu mostro mais...


7 de julho de 2014

O tempo não para...

Sempre foi assim: enquanto todas as minhas amigas ganhavam os discos do "New kids on the block", meu pai meu deu, quando fiz 15 anos, "All the best", álbum duplo do Paul McCartney.

Bem antes disso, a memória de repertório musical que tenho também foi construída pelo meu pai. Ele ouvia The Platters, Abba, Beatles, um trio mexicano chamado Los Pregoneros, Sérgio Reis e Chico Buarque. Também ouvia, insistentemente, Ronda, na voz da Bethânia, e uma musiquinha que eu achava bem engraçada e que anos depois eu descobri ser dos "Originais do Samba". 

Eu era meninota e nem dava bola pra nada do que ele ouvia, mas é inegável que conviver com o gosto dele, desde bebê, influenciou o meu. Um dia, ele chegou em casa com uma fita k7 do Cazuza. Ficou pela casa por alguns anos e acho que nos desfizemos dela sem sequer ter sido tocada porque logo em seguida, vieram os CD´s. E foi quando eles chegaram que eu conheci, de mais perto, a obra do Cazuza - genial, polêmica, inspiradora e apaixonante... 

Bem que dizem que há pessoas imortais. E há mesmo! Porque, mesmo depois de 24 anos completados hoje, de sua morte, o cara continua presente e genial, polêmico, inspirador e apaixonante!!!

Existe coisa mais linda que "Todo amor que houver nesta vida"?  :)

3 de julho de 2014

Ideias muito legais (e que não são minhas !)

Não é muito comum eu postar coisas cujas ideias não foram minhas. Não gosto disso, porque copiar posts de internet não tem graça, é repetitivo. Mesmo quando acho uma ideia legal, só posto depois de experimentá-la, de tentar fazer, e assim a experiência pode ser compartilhada.

Só que às vezes aparecem algumas coisas na rede que, mesmo que eu não faça em casa, vale a pena dividir. Achei, por exemplo, o post sobre "geniais maneiras de esconder os fios em sua casa", ou mais ou menos isso... Curti! Acho que a do livro escondendo o roteador é a melhor!