29 de abril de 2013

Vantagens e desvantagens de ser mulher


Estou eu toda pimpona na avenida do Estado - pra quem não conhece, é uma das vias mais congestionadas de São Paulo. Com ela, não tem negociação: é intransitável de manhã, é intransitável à tarde, e às vezes, a noite a coisa também não melhora muito.

Pois bem... Estava eu lá e meu carro simplesmente parou de funcionar. 

A parte boa de ser mulher:

Imediatamente vários voluntários encostaram no carro e ofereceram ajuda. Empurraram, nada de pegar no tranco. Então, mais generosos ainda, levaram o carro até o posto mais próximo. Isso significava atravessar as 3 pistas da Avenida, já que eu estava na da esquerda, e ainda empurrar mais uns bons metros. Tudo isso debaixo de um sol de fazer caspa virar mandiopan.

Agora, a parte ruim:

Logo veio o mecânico com a história da rebimboca da parafuseta. Só pra olhar o carro, o cara já me cobrou 50! Aí, dois minutos depois, veio o diagnóstico: é a bomba de gasolina. Se era a bomba mesmo, eu não sei, mas que escolha eu tinha? Morri com R$ 280,00 e meia hora depois estava de novo na avenida congestionada.

Vai saber, né?

Fazendo a festa com tinta spray

Comecei pintando, com tinta spray, uma cestinha da minha mãe, uns porta-velas meus...




Aí achei que podia dar nova cara ao porta-retratos...



 que ficou assim:



Até que resolvi expandir o projeto para peças maiores. Já tinha tinta em casa e, ansiosa que sou, nem li suas especificações.

Pois bem. A tinta não era própria para metais, e não aderia de jeito nenhum à mesa que eu estava pintando. Foram necessárias 4 demãos de tinta para chegar ao resultado esperado. No acabamento, usei verniz brilhante, também em spray. Confesso que já tinha desistido de pintar essa mesinha, porque o pincel deixa marcas e também por causa dessa trama que ela tem, na base.


Mas o spray resolveu bem o problema, apesar de demorar um pouco para aderir ao metal, e até escorrer, como se eu estivesse aplicando água pura!


No vidro, apliquei tecido na parte inferior. Cortado na medida, ele foi aplicado com cola branca diluída em água. A parte da estampa fica em contato com o vidro e a cola é passada no avesso do pano.



O resultado é esse:








Canteiro sedento

Sobreviveram, e ainda deram show!
Estamos há 2 semanas sem chuva em São Paulo. A criança pede água, a senhora pede água, até o bichinho pede água. Mas, infelizmente, plantas não podem pedir. 

No fim de semana, dei de cara com quase tudo "meio morto" no nosso canteiro de plantinhas.




As únicas que aguentaram o tranco foram as orquídeas, e mesmo assim, sofreram danos com a falta de chuva. As folhas, apesar de não tombarem como as outras plantinhas, ficaram secas e amareladas.


Então, com a paciência que me é peculiar, limpei o canteiro, lavei as folhas, irriguei... até conversei com elas... rsrsrs...

Depois de algumas horas, a natureza mostrou sua força!



E as sobreviventes ganharam ainda mais força. Até as flores resolveram me recompensar pelo esforço...




 




A dona Aranha (albina), que subiu pela parede, agradece e dessa vez, acho que esperava a chuva forte... :)

Cataventos da Marina


Minha sobrinha Marina é a cobaia de muitas das minhas experiências. Há algumas semanas, fiz grampinhos decorados com pequenos cataventos para o cabelo dela. Foram feitos com o que eu tinha em casa, então as cores não são as mais atrativas. Além disso, acho que ficaram grandes demais, mas de qualquer forma, valeu para aprender e aperfeiçoar.

Agora, ela ganhou novos cataventos: mais coloridos (como devem ser) e menorzinhos.







Como ela não estava em casa quando os terminei, testei no meu cabelo mesmo, só pra ver como ficava.



Custo? R$ 8,00 por 4 pedaços de feltro. Se tivesse usado todo o feltro, teria feito mais de 200 cataventos. Sendo assim, o custo é baixíssimo. No primeiro post sobre essas presilhinhas - Catando ideias, ensinei como faz, caso interesse...

Ronda por outros ares...

Hoje de manhãzinha, quando recebi uma mensagem no celular dizendo que Paulo Vanzolini havia morrido, apenas respondi que era necessário considerar o privilégio de já ter estado com ele...

Sem dúvida é um privilégio, sim, mas naquela hora não pensei muito nisso.

No bar do Alemão, ao meu ladinho...
Agora, pensando no dia em que estive com ele é que me dou conta de quanta sorte eu tive, e de quão especial foi aquele momento. Um dos ícones do samba paulistano, criou clássicos como "Ronda", "Volta por Cima" e "Praça Clóvis", interpretados por grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Maria Bethânia e Paulinho da Viola.

Ouço "Ronda" desde que eu era bem pequenininha, por influência do meu pai. Conheci o cara a quem meu pai é devoto às letras, sem mesmo saber quem ele é... Ele (o pai) já ouvia "Ronda" antes de eu nascer. Aliás, pessoas já a ouviam antes mesmo de ele nascer. E, apesar dessa devoção, Paulo Vanzolini morreu anônimo para o meu pai... mas não para mim!

Depois de ter pensado nisso, me senti tão feliz quanto miserável... Foi só aí que me dei conta da grande perda!


Vanzolini compunha nas horas vagas do trabalho como zoólogo de renome internacional especializado em répteis. Com doutorado em Harvard, foi por três décadas diretor do Museu de Zoologia da USP, onde trabalhou por mais de 50 anos.

"Não tenho carreira de compositor. Música, para mim, é um hobby. Trabalho 15 horas por dia como zoólogo, adoro minha profissão. Não sei cantar, nem sei a diferença entre o tom maior e o menor", disse, em 1997, em entrevista à Folha.