28 de fevereiro de 2013

Palavras que fazem a diferença :: Sobre saber ouvir


Palavras, verdadeiras ou não, podem valer por um placebo de hormônio. A que mais me comove nem é diretamente sobre sexo. O que importa é a manha, o jeitinho como fala, esse jeitinho que todo mundo conhece e pratica no início de qualquer processo de flerte. Mesmo o caubói que não tem nem mesmo onde alimentar seu pobre mustang paraguaio sabe disso.

Mas a mesma língua que afaga, apedreja. É capaz de tirar o sono, o humor e até o chão com apenas uma palavra. Quando ela é dita sem direito à réplica, dói. Quando a réplica lhe é permitida sem a verdadeira disposição para ser escutada e entendida, também dói. E quando é dita sem ponderação, apenas com o objetivo de ferir, aí estraçalha.

Gozado como essa rajada de tiros verbais geralmente vem de quem nos é mais próximo. Acho que a intimidade faz isso. Dá essa permissão nociva que corrompe, desgasta. Mas todo mundo sabe que isso é assim mesmo. A gente tem a péssima mania de achar que pode descarregar o dia ruim, o sono mal-dormido ou a crítica não-aceita em cima de quem nos quer bem. 

Eu mesmo levo umas e outras de quem eu quero tanto bem. E entendo isso. Também devo soltar as minhas, obviamente... E já que sabemos como isso funciona, cabe-nos exercitar o bom-senso e relevar as palavras doídas que recebemos ou nos desculparmos pelas ferroadas que soltamos.

Se não dá para conter algumas coisas que dizemos na hora da raiva, então vale exercitar o ato de pedir desculpas, por mais singelo que isso pareça ser. 

Mas, aos iniciantes nessa prática, fica uma dica: se não conseguimos pensar antes de falar certas coisas, devemos ao menos pensar no depois. Ouvir e estar realmente disposto a entender o que as pessoas tem a dizer é um bom começo pra melhorar as relações humanas.

Mesmo porque gente perfeita não existe. Então, saibamos relevar os defeitos...

Tãããão bonitinho...


26 de fevereiro de 2013

Sobre o faro apurado, em todos os sentidos

Não é exatamente um costume, mas sempre que gosto muito de um texto, o publico aqui no blog, com a permissão de seu dono, claro.

A crônica do Xico Sá postada no blog dele hoje, sobre a mulher do nariz grande, e que eu reproduzo aqui, na íntegra, está impagável. 

Em relação ao meu, que além de grande é ossudo e torto, tenho a dizer que devo ser praticamente uma ameaça ao sexo oposto - e disposto!

Mas vamos lá...

"Crônica para a mulher de nariz grande

A mulher de nariz grande chega bem antes em qualquer ambiente.

É a que chega primeiro também na vida de um homem.


Sai, quase sempre, sem bater a porta. Prefere uma bela vingança.

A mulher de nariz grande fareja, degusta, vê, ouve e tateia na velocidade da luz. Como se o nariz grande se intrometesse nos outros sentidos.

Para o bem e para o mal. A mulher de nariz grande chega bem antes.

Chega primeiro para matar a sua curiosa fome de viver. Chega primeiro porque odeia ter saudade e não poder matá-la imediatamente.

Para o bem ou para o mal, a mulher de nariz grande chega do nada. Inclusive para aplicar um flagrante delito no canalha.

Ela fareja de longe a desgraça.

Até no altar a mulher de nariz grande deve chegar primeiro do que o noivo, desmentindo todo o folclore.

A mulher de nariz grande é a que, entre todas as suas semelhantes, tem menos inveja do pênis.

A porção mulher que até então se resguardara, amigo, aflora, freudianamente, diante da presença dela.

A mulher de nariz grande me lembra o melhor conto que já li na vida: “O Nariz”, de Nikolai Gogol, evidentemente.

A mulher de nariz grande puxa oxigênio e aroma dos jardins para a cama até em uma manhã de segunda.

Na horizontal, o nariz grande vira uma ponte para a margem esquerda do nirvana.

Em um colchão d´água de motel barato, é ponte sobre o Danúbio.

Ao contrário de Pinóquio, quando mente, digo, quando ilude, a mulher do nariz grande cresce as orelhas, Deus castiga.

Graças a tal temor, a mulher de nariz grande é a que menos utiliza o dom de iludir os tontos como este que vos digita.

A mulher de nariz grande emite as mais lindas e barulhentas onomatopeias quando goza ou até mesmo quando se aproxima do solene momento. Ela sente antes o incêndio das horas.

Mesmo em uma distância transatlântica, amigo, saiba: é a mulher do nariz grande que estará mais perto do que qualquer outra".

Um tapinha não dói

Em outubro do ano passado li o insuportável "50 tons de cinza". Fui resistente, li até o final e não recomendo a ninguém. Minhas considerações sobre o livro estão no post "Acerca de 50 tons de cinza". 

Uma amiga me disse horrores quando leu minha postagem sobre a "obra", e disse que só não comentou aqui no blog para não ser indelicada (a julgar pelas coisas que me falou, teria sido, de fato, indelicada! kkkk).

Bom, ela tem o direito de gostar do livro, claro, e eu, de não gostar. Viva a democracia, o senso crítico, o gosto pessoal e o que mais envolver essa questão.

Só retomei o assunto porque hoje recebi, por e-mail, uma imagem que me fez rir. 

Tá ai...


25 de fevereiro de 2013

Só coisa boa

Desde quinta-feira venho assistindo a bons shows. Bons. (Bons e ponto!), com exceção do de sábado, que não foi somente bom. Foi excelente! Fantástico! Trata-se de um tributo a Tim Maia preparado por Sandra de Sá, Simoninha e Izzy Gordon, com destaque especialíssimo para a apresentação da Sandra. Até chorei, disfarçadamente... rsrsrs

Olha o que essa mulher fez na plateia, e com a plateia!!...


Na quinta, vi "Verdadeira Raiz" no Sesc Osasco, um grupo de samba formado há cinco anos e em fase de gravação do seu primeiro CD. No repertório muito bem selecionado, teve Samba de Roda, Partido Alto, e Samba Enredo. Na sexta, no Sesc Belenzinho, uma homenagem a George Harrisson que completaria 70 anos hoje se fosse vivo. No domingo foi a vez de Martinho da Vila. 

E eu... ahhhh... eu não posso reclamar do meu fim de semana, posso?


Porquice que dá gosto

Não tem receita, mas também não precisa...

Penso que a ideia serve para qualquer que seja o bolo dentro do "chiqueirinho".

A holandesa Taartjes van Fiona criou esta decoração linda e divertida para o bolo, com porquinhos de pasta americana mergulhados em calda de chocolate derretido num chiqueirinho feito de barras de Kit-Kats…

É fantástico!!! rsrsrs...


 Muuuuito fácil de fazer. Mas se rolar uma preguiça ou a habilidade para moldar os porquinhos for "0", olha aí outra ideia parecida e ainda mais prática...


20 de fevereiro de 2013

Catando ideias

Hoje, quando cheguei do trabalho, Marina, minha sobrinha, fez festa na janela. E logo que entrei já foi me perguntando o que eu ia pintar hoje. Na verdade ela está de olho em um projeto novo ao qual estou me dedicando e que ela começou a me ajudar, mas isso é assunto para outro post.

Expliquei que hoje não haveria tintas, mas que iríamos arrumar algo para fazer. Então, passeando na internet,  achamos uns grampinhos que agradou as duas: tia e sobrinha. 

São pequeninos cata-ventos de feltro que ficam bem lindinhos adornando coques. Vimos a ideia no site toobee, e adotamos prontamente. Não tenho em casa uma grande variedade de cores de feltro, mas com o que tinha deu pra brincar.

Olha como ficou!


Com quatro pequenos discos de feltro, dois de cada cor, tesoura, linha, agulha, dois grampinhos e dois mini-botões, os cata-ventos ficaram prontos em 5 minutinhos.


Cortei os discos usando como molde a boca de um copinho de cachaça. Então, marquei o centro do disco e fiz pequenos quatro cortes  no feltro.



E aí, com um disco em cima do outro e com os cortes alinhados, fui juntando as pontas de modo a formar o cata-vento.



O acabamento é feito com um botãozinho e o grampo também foi costurado, para evitar que se desprenda.




E quando a mãe chegou para buscá-la, sofreu com a influência do novo penteado... rsrsrs...


Só divulgando...

Só pra passar o tempo

Essa postagem é uma dessas inutilidades legais que a gente vê na internet. Essa foto foi tirada no final do ano passado, de acordo com a postagem no blog, que usei como fonte.
Esse é o tipo de imagem que rouba a cena... E olha que a cena era do Obama. Isso é que é uma cabeleira poderosa!!! hehehe...

14 de fevereiro de 2013

Quase tudo tem jeito

Em janeiro publiquei as imagens abaixo, mas não sei o que houve e o post simplesmente sumiu. Como não queria perder essa postagem, recuperei-o com a ajuda da internet, e estou publicando novamente. Sendo assim, é possível que quem acompanha o blog já tenha visto essa transformação. Infelizmente, a postagem original não "entra" no blog na posição e dia em que foi publicada inicialmente (6 de janeiro), e também não recupera os comentários deixados lá.



Eu e minha amiga Tica transformamos uma mesinha "feioca" em um aparadorzinho bem bonitinho. Essa mesinha é dela, e estava em sua casa há algum tempo, esperando pela "roupa nova".

    

 
 Os móveis feitos em madeira da cerejeira já saíram de moda há alguns anos, mas dá pena se desfazer de peças assim porque elas são bem consistentes.

Então, ela foi bem lixada.
 
Ganhou 3 mãos de tinta branca acrílica fosca.

E o tampo foi encapado com tecido e impermeabilizado.




Como a mesinha vai para a praia, o tecido escolhido foi alegre e bem colorido. E para aproveitar a inspiração, restauramos um moldura que também é da minha amiga, trazida da casa de Cambury. Ela também aguardava uma maõzinha de tinta, e não ocupava um lugar especial na casa.

Agora vai ter!

A moldura, que já ganhou aplicação de flores em resina, também vai ganhar espelho e será colocada acima do aparador, no quarto. A decisão sobre as cores das flores aplicadas foi baseada nas borboletas da mesa. São fortes e bem alegres!


  


E ficou assim!


Logo, logo, quando levarmos pra Cambury e estiver tudo no lugar, mostro como ficou...

13 de fevereiro de 2013

A quem puxou esse garoto?

"Owwwwww que bebê mais lindinho!!! Mamãe vai comprar uma babá eletrônica pra colocar no seu quarto...

Mãe, se for pra me ouvir peidar, pode deixar que eu levanto e vou fazer isso perto de você!"


Me desculpem pela má palavra, mas não tem como contar isso sem usá-la. 

Estou em vias de me mudar para um apartamento e ontem a noite, brincando com o meu filho, de 14 anos, sugeri comprar uma babá eletrônica pra colocar no quarto dele. Claro que foi pra irritá-lo, mas ele virou o jogo e me saiu com essa...

Criança bocuda!

A nova mesa velha

Há uns vinte anos mais ou menos, os móveis da cozinha da minha mãe eram todos em madeira cerejeira. Antes deles, nossos armários eram em aço, azuis, comprados à epoca do seu casamento. Na ocasião da troca, lembro-me de minha mãe ter comprado primeiro a mesa. Grande, com seis lugares, ela estava apaixonada pela aquisição. Tão apaixonada que comprou a mesa muito antes de conseguir mandar fazer os armários. A mesa ficou encostada na sala por muitos meses, esperando pela estreia da nova cozinha.

Ela chegou e se foi. Hoje os móveis já são outros, brancos, mas a paixão da minha mãe pela mesa resistiu e ela não se desfez do trambolhão. O problema é que, além de a madeira cerejeira já estar fora de moda, a cor também não combina com os móveis brancos. 


Então a cozinha ficava feia de dar dó. Além da mesona em desacordo com os móveis, os azulejos também não ajudam. São feios e muito, muito antigos. Apesar de todas as reformas pelas quais a casa já passou, os azulejos ficaram. Minha mãe não gosta deles, mas não se anima a trocá-los por causa da "sujeira" que isso  faria. Não adianta falar pra ela que agora se colocam as cerâmicas por cima das outras, sem a quebradeira e o pó todo. Ela "não confia". Aqui em casa é assim mesmo. Meu pai também "não confia" na declaração de imposto de renda entregue via internet.

Mas voltemos a mesa já que nos azulejos não posso dar jeito. Me animei a pintá-la, mesmo sabendo do risco que corria. Nunca pintei uma peça tão grande e tive medo de não dar certo, principalmente porque ela não é minha. Na foto acima, já havia iniciado o processo de retirada do verniz. Comecei empolgada, lixando pra valer, mas logo passei a dar uma passadinha na lixa e fui pra pintura.



Foram necessárias quatro demãos de tinta para que a cobertura ficasse perfeita. E ficou! Nem parece a mesma mesa e a cozinha também mudou muito. Pintei a peça em dois dias e ainda faltam as cadeiras, mas o ambiente já ficou bem mais leve. 




Nada de parar em fila dupla

Sempre que passo por esse local, quero tirar uma foto. As vezes lembro e já não dá mais tempo, porque passo de carro e não há como parar por se tratar de uma avenida muito movimentada; as vezes está chovendo; e muitas vezes eu até tirei a foto, mas por causa do carro em movimento ela nunca fica muito nítida.

Domingo eu tentei novamente e esse retrato foi o mais próximo do legível que eu consegui.


O que eu quero é mostrar que em São Paulo tem de tudo, até estacionamento para avião, em plena avenida Jaguaré - quem conhece sabe que se trata de uma via totalmente urbana.  Não urbana como a avenida dos Bandeirantes, por exemplo, onde vemos aviões a todo instante por causa da proximidade do aeroporto. Urbana, mas quase bairrista.

Quer vir a São Paulo? Sem problema. Vem de avião e estacione logo ali...

12 de fevereiro de 2013

Adoro Embu das Artes

A cidade de Embú das Artes, em São Paulo, é um dos meus passeios favoritos. Perde para o mercadão, mas ainda assim, é um dos prediletos. 

Não só pelo comércio que oferece que, a  bem da verdade, anda meio caidinho. Há algum tempo algumas lojas perderam um pouco o foco e estão vendendo produtos que fogem ao que a cidade se propõe. Mas de qualquer maneira, ainda atrai muito turista, e o ambiente todo do local é muito agradável.

Quanto às lojas que se mantém fiéis ao que Embú das Artes deveria oferecer, que é o artesanato, o problema é a repetição. O artesanato vendido no local é lindo, mas apesar de farto, nunca tem novidades. E eu, como vou bastante à cidade, achei a compra um pouco enfadonha dessa vez. Mesmo assim, não resisti e comprei uma bolsa bem interessante. 

Mesmo não comprando nada para minha casa, valeu a pena olhar, passear pelas ruas sempre cheias e desfrutar do que a cidade proporciona. Para quem nunca foi ou faz tempo que não vai, vale a pena dar um pulinho a Embú das Artes.